Um guia para visitar o Pantanal brasileiro

Estendendo-se pelos estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (também derramando na Bolívia e no Paraguai) o Pantanal é a maior área úmida do interior do mundo. Enquanto a Amazônia recebe mais crédito, os espaços abertos do Pantanal oferecem as melhores oportunidades para avistar animais em seus habitats naturais no Brasil. Madelaine Triebe tem o baixo em tudo que você precisa saber sobre o principal destino de vida selvagem do país.

De que lado devo visitar: Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul?

Ambos, se possível. Mato Grosso ganha as mãos para baixo na mancha de onça-pintada. Ao longo do Rio Cuiabá de julho a setembro – quando os níveis de água estão baixos, e os grandes gatos saem para caçar e relaxar nas margens do rio – não é incomum avistar pelo menos três onças por dia.

Mato Grosso do Sul tem boas opções de orçamento, além de fazendas de gado onde você pode ver mais da cultura tradicional pantaneiro. Observe os vaqueiros locaiscomseus grandes chapéus de palha tomarem um gole no tereré (uma bebida preparada com erva-mate e água gelada), rebanho de gado a cavalo ou muleback ou trilhas claras cortando folhas de palmeira e galhos com a faca Pantaneiro, feita de uma alça de madeira curta e uma lâmina de aproximadamente 50 centímetros de comprimento.

Quando eu devo ir?

Para a mancha da vida selvagem, o melhor momento é a estação de inverno seco, aproximadamente de junho ou julho até o final de setembro. A água recuou e os animais saem das partes mais profundas e inacessíveis das zonas úmidas e se aglomeram ao redor dos poços.

O pico da estação chuvosa de verão (novembro a março) ainda é uma ótima época para visitar, pois é quintessencialmente pantaneiro em sua paisagem exuberante. É quando os rios transbordam e inundam as planícies, tornando a maior parte do Pantanal acessível apenas por avião ou barco.

Como eu fico lá?

Existem três modos principais de transporte dependendo dos níveis de água: avião, barco ou carro. Não há nenhum transporte público dentro da área, por isso certifique-se de organizar sua viagem antes de partir.

Há duas estradas principais passando pelo Pantanal, a Transpantaneira no norte (Mato Grosso) e a Estrada do Parque, no sul (Mato Grosso do Sul). Ambas são estradas de terra com inúmeras pontes de madeira em várias condições, além de pousadas, pousadas e fazendas que atendem turistas.

Que animais posso esperar ver?

Pássaros coloridos estão em abundância aqui, incluindo a icônica cegonha jabiru branca com seu pescoço preto e vermelho, bem como araras vermelhas, azuis e jacintos. Há também muitas capivaras de nariz quadrado e jacarés ao redor. Para o resto da vida selvagem, é tudo sobre estar no lugar certo na hora certa.

A maioria dos visitantes vem na esperança de ver o jaguar e sua melhor chance de glimping este animal esquivo é no início da manhã ou do anoitecer quando eles caçam, comem e bebem. O mesmo vale para a anta brasileira, o cereador e o tamanduá gigante. Outro animal popular nas listas de desejos da vida selvagem é a lontra gigante, que pode chegar a 1,7m de comprimento.

O que posso fazer no Pantanal?

Há muitas coisas para fazer e tudo depende de onde você fica. A maioria das pousadas e fazendas oferece caiaque, passeios de barco, pesca de piranha (usando isca de carne bovina), cavalgada e safáris noturnos.

Um safári de onça-pintada no rio Cuiába e seus afluentes pode implicar assistir uma onça fêmea caçando lagartos ao longo da margem do rio, um macho onça-pintada de 130kg pegando um jacaré ou fotografando um jovem felino descansando em uma árvore enquanto o sol se põe sobre o Pantanal. O Pantanal Jaguar Safaris e o Biodiverse Brazil Tours, ambos comandados por biólogos dedicados ao turismo sustentável, oferecem expedições de onças-pintadas no norte do Pantanal.

Experimente a pesca de piranha: na Pousada Xaraés,o guia não precisa levá-lo até o rio para encontrar os peixes e pântanos de dentes afiados em frente à pousada com jacarés tomando sol na margem do rio a poucos metros de distância. Lançando sua vara, você pode ver um atrevido loitering, esperando por você para puxar uma piranha para fora do rio e reivindicá-la para si mesmo. Depois de uma hora ou mais você deve ter o suficiente (a menos que o jacaré levou a melhor) para ter piranha frita, dentes e cabeça intacta, para o almoço.

Se não for frita, a piranha é a principal estrela do caldo do piranha, uma sopa popular entre os moradores por seu efeito afrodisíaco. Junto com o carreteiro (arroz preparado com carne seca) e costelas de pacu frito (peixe), faz parte da tradicional comida pantaneiro.

Se você está viajando sozinho ou com apenas algumas outras pessoas, sua melhor aposta para ir pescar no Pantanal é se reservar em uma pousada que ofereça pacotes de pesca especializados. Povoando essas águas estão espécies de bagres como pintado e cachara que podem medir até um metro de comprimento (o recorde é de impressionantes 100kg e 1,6 metros), além de pacu (com seus dentes de aparência humana) e piranha.

No Hotel Barra Mansa você será levado em barcos de velocidade de 16 pés em Rio Negro pescando para (pegar e soltar) dourado, pintado e pacu. Há também a opção de ir pescar se você tiver o dom para lançar a mosca artificial quase sem peso usada como isca.

Além disso, um grande destaque é a expedição de sete dias de cavalos com a Brazil Nature Tours andando por lagoas deixando suas pernas encharcadas, pesca esportiva ou vendo as vacas nelore brancas com suas longas pernas pastarem na água.

Corúmba, no sul do Pantanal, faz uma excelente base para reservar um iate se quiser ficar no rio. Ao longo da Rua Manoel Cavassa no porto você encontra uma gama de agentes de viagens, como Joice Pesca & Tur Pantanal,oferecendo pacotes de pesca esportiva nas luxuosas casas-barco com cabines limpas, salas de jantar, além de espaços comunitários com sofás e TVs. Alguns até têm uma piscina. Para otimizar suas chances, faça como os brasileiros e reúna um grupo – a maioria dos iates exige um número mínimo de pessoas, a maioria variando de 10 a 20 pessoas. Em seguida, passe até uma semana cruzando o Pantanal dormindo em cabanas de madeira com lençóis crocantes e saindo em lanchas menores para pescar durante o dia.

O que eu trago?

Roupas de cor clara, protetor solar, chapéu, uma capa de chuva, binóculos e muito repelente de insetos. Moradores e guias podem dizer durante a estação seca que não há mosquitos por perto – e pelos padrões do Pantanal pode não haver – mas aqueles que são visitantes apaixonados.

Onde eu devo ficar?

Há muitas boas opções e se resume ao quanto você quer gastar.

Refúgio Ecológico Caiman – uma fazenda de gado de 53 mil hectares a 36km de Miranda, no Mato Grosso do Sul – oferece o ecoturismo no seu melhor. Você fica em quartos lindamente decorados, (opte pela Baiazinha Lodge onde cada quarto tem vista para o lago e uma varanda privativa com rede) e você pode passar um dia inteiro rastreando onças junto com o Projecto Onçafari, um projeto de conservação desenvolvido para proteger os grandes gatos do Pantanal.

O Hotel Pantanal Norte, no Mato Grosso, é a sua melhor opção se quiser passar os dias no Rio Cuiabá em busca de onças. O hotel fica no final da Transpantaneira, perto do porto natural de Porto Jofre. Oferece – no verdadeiro estilo brasileiro – quartos climatados com frigobar, além de restaurante, piscina e sala de jogos.

O Jacaré Barco Hotel é aventureiro sem fazer concessões de conforto. Situada a cerca de 20 minutos de barco de Porto Jofre, a casa-barco possui cabines climatizadas com banheiros privativos que estão disponíveis para reservar de julho a novembro. Ficando no rio, você tem uma vantagem sobre outros visitantes; com menos tempo de viagem você pode sair antes que os outros barcos de velocidade partam de Porto Jofre, aumentando suas chances de ter um jaguar avistando tudo para si mesmo.

O que mais eu posso fazer?

Se você tem o dinheiro certifique-se de voar sobre o pantanal; a vista de um avião particular sobre as planícies inundadas é impressionante. Ficar em fazendas remotas como o Hotel Barra Mansa implica um voo fretado na maior parte do ano e pousar na grama em uma pista aérea privada espremida entre cercas de gado faz parte da experiência do Pantanal.

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